Eu, realmente, perco o sentido
Com a sua voz aos meus ouvidos
O que confunde nosso absurdo
E é por isso que me faço mudo
Eu prendo a respiração
Se esbarram nossas mãos
Corre o arrepio pelo corpo
Eu me perco -- todo
(...)
Nossa aquarela é feita em seus traçados
Tão firmes e difíceis de esquecer.
-
Parte da minha primeira poesia
que tinha destinatário certíssimo.
Te amo, Mô.
terça-feira, dezembro 31, 2013
"Me lembro de escrever, em algum cantinho de papel perdido, que esperava 2013 com muita esperança. 2012 foi um ano de tanto sacrifício, de tantas perdas traumáticas, de tanto planejamento que me pareceu impossível não sonhar com o ano que se iniciava -- até mesmo como fuga da realidade.
2013 começou com os meus sobrinhos gritando. Vê-los, sempre, é sinal de toda beleza que ainda existe na vida. Acordar com o Jota e o Lipe é, sem dúvida, presságio de felicidade."
Começo do meu último texto do ano.
Sou uma tia coruja. Admito.
2013 começou com os meus sobrinhos gritando. Vê-los, sempre, é sinal de toda beleza que ainda existe na vida. Acordar com o Jota e o Lipe é, sem dúvida, presságio de felicidade."
Começo do meu último texto do ano.
Sou uma tia coruja. Admito.
sexta-feira, dezembro 20, 2013
2013.2
"Deus guardou um lugar para mim que é ainda melhor do que sonhei. Tudo, na minha faculdade, me agrada.
Gosto, em primeiro lugar, do caminho (longo!) percorrido da minha casa à Praia Vermelha. Meu ônibus pega grande parte da orla da Zona Sul. O mar, mesmo em dias chuvosos, é uma vista que sempre me arranca suspiros. Posso, também, namorar os apartamentos da Avenida Atlântica e, depois, com meu namorado rindo, calcular o quanto deveríamos ganhar para morarmos ali. Sem contar que, em dias de prova, o trânsito caótico do trajeto se torna um aliado porque me ajuda a revisar toda a matéria do semestre até eu descer no ponto.
Eu amo, em segundo lugar, entrar pelo último portão para já dar de cara com a Eco. Eu sempre agradeço a Deus, em pensamento, quando ponho meus olhos na plaquinha dourada, acima das escadas, escrita Escola de Comunicação. Acho a coisa mais linda do campus. Acho, inclusive, que as flores amarelas, salpicadas no jardim, combinam com o dourado do placa - tornando tudo muito mais bonito.
Gosto, além disso, da podridão do Sujinho. Que delícia tomar café, no frio de Agosto, naquela confusão de pessoas! Eu sempre perco os minutinhos iniciais da aula seguinte quando eu estico meu intervalo até o Asteriu's Bar (e eu amo, muito, dar risada desse nome).
Ah! Falando em aulas.... eu as adoro também. Eu adoro, em certos casos, detestar a matéria em si - como em Comunicação e Artes - e, ao final do semestre, ter a sensação do "fiz bem feito". Faço, aliás, tudo bem feito lá porque eu amo. Escrevo, à mão, todos os textos de seminários porque sou das antigas e prefiro caneta e papel. Perco minhas madrugadas fazendo trabalhos de Linguagem Gráfica, Língua Portuguesa e, em especial, de Teoria da comunicação. Faço tudo bem feito, como já disse, porque eu não nasci para fazer outra coisa melhor.
Gosto da minha turma também. Não gosto de todos, particularmente, mas acho que somos uma boa turma. Nos acalmamos, uns aos outros, nos dias de apresentação de seminários. Nos ajudamos, antes das provas, com revisões disponibilizadas em um grupo que nós criamos... e há quem ajude durante a prova mesmo (através do velho sistema de cola) - o que me faz lembrar de mais um ponto que eu amo: tirar boas notas sem, nunca, ter colado lá.
(...)
Eu amo, por fim, tudo o mais que me traz a Eco em mente. Os gatos; o trânsito em Copacabana; o cheiro de café; os trabalhos em photoshop; (...) as voltas para casa, chorando de rir, com a Paulinha; os desvarios do Pedro; o mau-humor da Bárbara; a gentileza da Lara; o jeito, amargo, de ser doce da Carla e (...) o quanto, em conjunto, esses itens cooperaram muito para meu crescimento não, apenas, como profissional, mas, antes, como pessoa. Deus guardou um lugar para mim que, definitivamente, é ainda melhor do que sonhei. "
Escrito ao fim do meu primeiro dia de férias.
Gosto, em primeiro lugar, do caminho (longo!) percorrido da minha casa à Praia Vermelha. Meu ônibus pega grande parte da orla da Zona Sul. O mar, mesmo em dias chuvosos, é uma vista que sempre me arranca suspiros. Posso, também, namorar os apartamentos da Avenida Atlântica e, depois, com meu namorado rindo, calcular o quanto deveríamos ganhar para morarmos ali. Sem contar que, em dias de prova, o trânsito caótico do trajeto se torna um aliado porque me ajuda a revisar toda a matéria do semestre até eu descer no ponto.
Eu amo, em segundo lugar, entrar pelo último portão para já dar de cara com a Eco. Eu sempre agradeço a Deus, em pensamento, quando ponho meus olhos na plaquinha dourada, acima das escadas, escrita Escola de Comunicação. Acho a coisa mais linda do campus. Acho, inclusive, que as flores amarelas, salpicadas no jardim, combinam com o dourado do placa - tornando tudo muito mais bonito.
Gosto, além disso, da podridão do Sujinho. Que delícia tomar café, no frio de Agosto, naquela confusão de pessoas! Eu sempre perco os minutinhos iniciais da aula seguinte quando eu estico meu intervalo até o Asteriu's Bar (e eu amo, muito, dar risada desse nome).
Ah! Falando em aulas.... eu as adoro também. Eu adoro, em certos casos, detestar a matéria em si - como em Comunicação e Artes - e, ao final do semestre, ter a sensação do "fiz bem feito". Faço, aliás, tudo bem feito lá porque eu amo. Escrevo, à mão, todos os textos de seminários porque sou das antigas e prefiro caneta e papel. Perco minhas madrugadas fazendo trabalhos de Linguagem Gráfica, Língua Portuguesa e, em especial, de Teoria da comunicação. Faço tudo bem feito, como já disse, porque eu não nasci para fazer outra coisa melhor.
Gosto da minha turma também. Não gosto de todos, particularmente, mas acho que somos uma boa turma. Nos acalmamos, uns aos outros, nos dias de apresentação de seminários. Nos ajudamos, antes das provas, com revisões disponibilizadas em um grupo que nós criamos... e há quem ajude durante a prova mesmo (através do velho sistema de cola) - o que me faz lembrar de mais um ponto que eu amo: tirar boas notas sem, nunca, ter colado lá.
(...)
Eu amo, por fim, tudo o mais que me traz a Eco em mente. Os gatos; o trânsito em Copacabana; o cheiro de café; os trabalhos em photoshop; (...) as voltas para casa, chorando de rir, com a Paulinha; os desvarios do Pedro; o mau-humor da Bárbara; a gentileza da Lara; o jeito, amargo, de ser doce da Carla e (...) o quanto, em conjunto, esses itens cooperaram muito para meu crescimento não, apenas, como profissional, mas, antes, como pessoa. Deus guardou um lugar para mim que, definitivamente, é ainda melhor do que sonhei. "
Escrito ao fim do meu primeiro dia de férias.
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