quarta-feira, maio 25, 2011

Amor de filha

Deus, hoje eu acordei pensando em Você. O sol bateu no meu olho
e eu quis muito continuar deitada ainda.. mas o sono já tinha ido.
Eu já sei que o Senhor nunca me abandona.. Eu também não queria
te abandonar nunca mais. Eu sou o elo fraco nessa corrente, mas
acho que o Senhor gosta de mim assim mesmo. Obrigada.
Há dias em que eu só queria um abraço seu!
Deus, eu venho tentando entender o motivo de tanto ódio.
Não sei porque é atribuído toda maldade que acontece no mundo,
à Você... se justamente Você é a expressão perfeita do amor.
Os homens matam uns aos outros, explodem torres, escolas, e tudo
mais, justificados numa lógica ilógica; Os homens fazem justiça
com as próprias mãos... e no final a culpa é Sua?
Isso me revolta, Deus. Me dá nos nervos.

(...)
Há dias em que realmente eu só precisava de um abraço seu.

segunda-feira, maio 23, 2011

"Eu fiz uma letra que é baseada numa conversa de crianças.."

Sobre João e Maria, Chico Buarque.

"Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?"


sexta-feira, maio 20, 2011

Doce inferioridade

Como é ser indiferente? Não sei e quero as devidas explicações.
Não faço parte desse mundo, onde parece faltar sinalizações de um
coração. Não sei passar por aqui "em brancas nuvens", como
já disse a vovó um dia.
Como é isso de ignorar? Se uma coisa lhe aperta o peito, porque
não expulsá-la de lá? Quero que expliquem, e com calma, como
não demonstrar sentimento por quem nos faz tão bem?
Tenho horror a ser indiferente. Sou sim afetada por tudo que está
(ou deveria, pelo menos..) à minha volta. E por escolha minha.
Não gosto de quem eu não gosto. E eu gosto de quem eu gosto.
E eu acho bonito esse negócio de sentimento. Achei lindo meu
coração bater acelerado quando vi meu namorado, a primeira
vez. Ou então a vontade de chorar, quando minhas amigas, que
estavam sumidas, apareceram. E até mesmo, aquele impulso,
aquela vontade de socar a cabeça de quem me tira do sério.
As pessoas me amam, me odeiam ou não me conhecem.
E como já disse, eu as amo, as odeio, ou não as conheço.
Adoro isso de "oito ou oitenta"! Que afetividade louca!
Alguns acreditam que ser indiferente é ser superior.
Então eu sou inferior. Eu sou. Eu sou inferior mas com todos os
sentimentos e reações que a vida me proporciona.

E eu amo ser assim.

segunda-feira, maio 16, 2011

Você nem soube

"Olhei para trás, mas você nem soube. Você já estava de costas, caminhando com passos largos, pensando que eu tivesse ido achando ido embora. Também pensei que estava de partida. Algo, no entanto, ligava seu caminho ao meu. 
Eu continuou aqui. Nessa nossa eterna confusão. No vazio das nossas lembranças. À espera do nosso "pra sempre" começar... O ofertado é pouco. E de tão pouco, você nem soube."

quinta-feira, maio 05, 2011

Only my love..


"Nunca me pergunte porquê eu nunca digo adeus ao meu amor.. 
é compreensível estar em toda parte com meu amor. "
My love, Corinne B. Ray

terça-feira, maio 03, 2011

Espelho

Mãe, dizem que sou azeda como você. Que cozinhamos parecido. Que a minha farofa, embora gostosa, não chega aos pés da sua. Mas também tem o meu cuscuz que é mais molhadinho que o seu.
Dizem que a gente se parece até mesmo no jeito de falar. Eu faço uso de mil gesticulações enquanto falo igualzinha a você. O que me lembra daquele dia, quando cheguei de manhã em casa a primeira vez e você, com todas aquelas gesticulações, me mandou direto pro quarto, num castigo (infinito) de três meses. Ai, que preguiça de você!
(...)

Sonhei que a minha filha era assim como você: linda.