quinta-feira, novembro 21, 2013

Se a saudade perdura

"Hoje eu senti saudade do brigadeiro de madrugada, com creme de leite, com morango - e de todos os outros jeitos incríveis que você inventava. Hoje eu senti saudade de mexer no seu cabelo porque cheirava bem, mexer nos seus esmaltes porque nosso gosto parecia muito e mexer no seu armário porque eu sempre descobria um vestido ou casaco ou blusa que eu amava. Hoje eu senti saudade de rir das suas piadas, de contar as minhas histórias doidas e de cantar todas as músicas que você não lembrasse a letra. Hoje eu senti saudade, muita saudade, de ver nossos filmes idiotas juntas; aturar suas reclamações sobre Meninas Malvadas, repassar os detalhes da nova temporada de Grey's Anatomy e compartilhar algum texto perfeito da Martha Medeiros. Hoje eu senti saudade de estar ao seu lado e me irritar com sua demora para atender o celular. Hoje eu senti saudade do seu abraço e da forma, encantadora, que você arranjava soluções para os problemas da minha vida. Hoje eu senti uma falta insuportável de usar as suas roupas para dormir e de ter com quem conversar enquanto o sono não chega. Hoje eu senti saudade de você porque tive que explicar o que é carinho de cosquinha e o quanto isso é insuportável. Hoje eu senti saudade de você porque parece que ninguém mais serve pra mim.
Hoje eu senti saudade de você exatamente como venho sentindo a partir do minuto que o laço, por ter se tornado nó, foi desfeito."

Tudo ainda faz, infelizmente, muito sentido.