sábado, novembro 17, 2012

Aquarela


Nossas cores se confundem.
Nossas telas em branco, num desses cuidados de Deus, foram
transformadas em uma só. A pincelada do vermelho que coloria
seu casaco, envolveu meu quadro e explodiu em cor nas minhas
bochechas: sinal da vergonha que sentia depois do primeiro beijo.
O preto do seu cabelo misturado ao amarelo do meu esmalte
naquela madrugada. Minhas mão trêmulas fazendo o cafuné mais
desajeitado que consegui.
O verde dos seus chinelos, (..)o rosa das flores que você me dá, o
azul da sua cama, o laranja do pôr do sol do dia 10: nossa linda
aquarela.


16/11/12
Para o mô. Sempre.
Beijos!