Eu entendo a forma como o coração se parte (e bem!) nos dias em
que você julgava ser impossível. Sei como é falar, falar, falar..
e mesmo cansada, tentar. Com todos os motivos desencorajadores,
amar. O que realmente não entendo é deixá-lo ir. Você sabe que
não consegue sem ele. Sabe que os sonhos perdem o sentido.
Da mesma forma que entendo sua breve "fugidinha" para conhecer
o mundo que havia por trás daquelas portas de vidro. É normal
ter curiosidade, eu sei. Sei também que suas asas nasceram da
revolta, você se foi mais por pirraça à vontade.
Eu entendo, e muito melhor, Deus.
Só não entendo por que tão longe? E até quando?
E não, não me explique.
E, mais uma vez, eu entendo toda sua confusão a respeito do
que ser, e se vai ser.. e até mesmo porque vinte anos são (muitos)
poucos anos pra decidir quem você é, e como vai se encaixar
num possível mercado de trabalho. Entendo todo cansaço
com longos anos de vestibular. Entendo suas lágrimas quando
você beira o desespero contando os dias pra primeira fase
da UERJ. Entendo tudo isso.. só não entendo como é desistir.
Não entendo, não. E não quero que você me explique nunca.
Como você escreveu é madrugada, e como você sabe: o sol já vem.
Para a menina que chorou há alguns meses no décimo andar