achavam tão difícil passar por aquela porta, que foi preciso um
olhar diferente pra que eu pudesse tentar mais uma vez.
Da primeira vez que eu trilhei esse caminho, não trouxe comigo
nem um lenço. Mas queria tanto passar por essa porta! O
lado de lá era tão bonito!
Eu quis, mas não se abriu. E eu fiquei de fora, de coração partido,
tentando acenar para as pessoas que via lá dentro.
Refiz meus passos em outro momento. Dessa vez trouxe não
só um lenço como também uma malinha. Coloquei minha malinha
no chão, a fim de que pudesse passar pela porta, já que agora
estava quase tão alta quanto ela.. E que nada! Só consegui tocar
a maçaneta (fiquei na pontinha do pé) e caí.
Corri chorando pra longe daquela porta. Que raio de porta que
não abre pra mim! Poxa, eu quero entrar aí! Que coisa!
Eu já estava indo embora. De novo. Quando resolvi voltar.
Olhei pra porta e fiquei brava. Peguei a minha malinha pequena e
sentei bem à frente das grades. Ou eu entro ou fico aqui pra
sempre. Daqui eu só saio pra fazer parte do outro lado.
Finquei meus pés ali. Ou eu passo pela porta ou fico lá, parada
em frente à grade, sentada na minha mala, pra sempre. Dali eu
só saio... pra fazer parte do outro lado.
em frente à grade, sentada na minha mala, pra sempre. Dali eu
só saio... pra fazer parte do outro lado.