O culto estava longo e eu com pressa para vir embora. Minhas aulas começavam
no dia seguinte e a ansiedade fazia da minha barriga um gelo que só vendo. Ainda
assim, quando meu Pastor começou a contar do bebê (nascido há pouco) internado,
me concentrei nos pedidos de oração.
Gosto de crianças e aquilo certamente mexeria comigo. O bebê corria risco de vida.
Vi a mãe do bebê sentada na primeira fila. Tia Nilma agarrava uma de suas mãos.
Naquele domingo, depois de abraçar duas vezes a mãe do neném, descobri que
seu nome era Jaque. Conversei um pouco tentando passar segurança pra ela. Tenho
esse jeito de repetir que tudo vai ficar bem... até mesmo quando acredito no contrário.
O rosto de um bebê desconhecido veio à minha mente durante muitas vezes naquela
semana. A Jaque esteve presente em todas as minhas orações. Assim como seu marido.
No final de semana seguinte, pela manhã, encontrei a Jaque de costas empurrando o
carrinho de um dos nenéns mais lindos que eu viria a conhecer. Pulei na frente dela e a
agarrei como se fôssemos amigas próximas. Sorrimos juntas. Um momento feliz!
Me abaixei para conhecer o bebê das minhas orações. Ele estava acordado e tinha
olhos bem grandes. Olhos lindos e grandes. Foi a primeira coisa em que reparei.
Louis. O nome do meu bebê era Louis... Meu não, né? Mas é.
Meses se passaram desde o meu encontro com Louis. O bebê está cada vez mais lindo,
mais forte, mais barulhento. Tem um sorriso sem dente que é a coisa mais fofa! Gosta
de dar tchau e dançar qualquer tipo de som. Gosta do meu colo também! Mexe nos
meus óculos e me dá muitos beijos babados. Lindo.
(...)
E, através dos beijos, sorrisos e passinhos mal dados de Louis, comprovo como é
Grande e Bom esse nosso Deus de cura, de amor e milagre.